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Este é um blog experimental,
no mais amplo sentido que essa palavra possa ter.
Aqui não defendo posições conservadoras
nem contemporizo com a normalidade radical.
Também não busco ser compreendido,
nem pretendo apenas te agradar.
Eu quero, primordialmente, te fazer pensar.
Contra ou a favor ao que proponho - não importa.
Mas, pensar.



Vitalina Botticelli

Meu livro: Beijos no Céu da Boca

Reaja !

O dia em que Mona Lisa chorou




Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques


www.mude.blogspot.com

Antonio Abujamra escreve o prefácio do livro Mude

À venda nas Livrarias:


Também tem no Submarino

Veja meu Projeto Cultural Revolucionário

EU TE AMO

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Paritosh Keval

Sou Bisneto da Rebeldia

PRESENTE DE NATAL

Salto Profundo
Cachoeiras de São Francisco.


Em nome da Vertigem

Adoro Mundançar

O Poeta e o Filósofo

Kira

O Livro de Jó

Vitalina Botticelli

Meu mais recente amor eterno



http://clicktoris.weblogger.net/2007/10/12/a-f-estrelas-300-com-margem-2blue.jpg


Minha literatura é feita de excessos.
Eu falo de Amor e Liberdade.
Só escrevo para loucos brilhantes
e jovens de espírito.
Se você não for nem uma coisa,
nem outra,
não vai gostar do que eu digo.




Se não for agora - quando?!


Comercial da Fiat MUDE no YouTube


Video MUDE em flash - Camila Bossolan


O Professor



Dicionário de Português


Eis o momento em que Simone Spoladore
grava o poema "Mude" para o CD
Filtro Solar - do Pedro Bial
.




ARQUIVO de DEZEMBRO

Infinito Jantar


Abujamra declama poema da página 05
do meu livro "Manual da Separação"







Às vezes repito alguns textos antigos
só para que novos leitores os conheçam.


A Orelha

Antonio Abujamra interpreta o poema Mude

PROVOCAÇÕES - TV Cultura - Toda Quarta - 23h





LEI DOS DIREITOS AUTORAIS

Vivo tentando derrubar minhas próprias convicções.
Só para ver até que ponto elas resistem.


Novo vídeo MUDE no YouTube

Veja o Comercial "Mude" - Fiat
Após entrar, dê um click em O Semelhante




Sete Personagens à Procura de Mim

Ouça o "Mude" no CD FILTRO SOLAR do Pedro Bial

Estou profundamente envolvido
em alcançar uma concepção de arte e de literatura
que se torne uma emocionante Filosofia de Vida.


Mulheres

meu orkut



Mude

Meu livro "Manual da Separação"
pode ser encontrado, entre outras livrarias,
na Temos Livros, fone (11) 3223.2585.
Em Santos => Realejo Livros - (13) 3289.4935

Vídeo Mude - Camila Bossolan

Poema MUDE - Autor: Edson Marques
Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167


Mude

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as
.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.

Só o que está morto não muda!

Edson Marques.

Change

Only what is dead does not change
- and you are alive.

Versão em inglês feita por Paulo Coelho.


Novembro
Outubro
Setembro
Agosto 2007
.

Evolução do contador de acessos:


Aguardem o romance "Solidão a Mil":
uma forma nova de fazer literatura.
Com prefácio de Antonio Abujamra

Nunca é cedo (tarde) demais
para tornar-se um Rebelde




Se você não encontrar meus livros
Mude ou Manual da Separação
na sua cidade, mande um e-mail para:
LivrariaMude@Gmail.com


Fone: (11) 3088.8444

Todos os textos aqui publicados
foram escritos por mim.

Edson Marques



. . 
MUDE quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nesta madrugada feita de silêncio e de janelas vejo ali, sentado num canto da sala, meu arrependido pai, quieto e misterioso, com as mãos cruzadas sobre os joelhos e olhando pra mim. Ele me olha como se eu ainda existisse. Sei que veio buscar a oração que em sonho agora há pouco escrevi. Ofereço-lhe um copo de leite como se lhe desse uma flor, branca e fúnebre, mas ele faz um gesto delicado, recusando. Diz que tem pressa. Sempre foi assim, o coitado. E agora, mesmo depois de morto, vive apressado. Eu me levanto, estendo-lhe as mãos, dou-lhe o texto e um abraço. Ele chora em meus ombros e diz que se arrepende por nunca ter demonstrado o carinho profundo que sentia por seus filhos. E repete, soluçando e falecido: Iracy foi a única mulher que eu amei de verdade.

Acredito.

E choro também ao me lembrar da vida que lhe fugiu das mãos de repente. Ele me diz que precisa ir e se despede. Mas, antes que ele saia, peço-lhe que passe lá no sul do Paraná ainda hoje, e dê um abraço demorado em minha mãe. Diga-lhe que a distância deixa triste o coração do primogênito. Diga-lhe também, Pai, que todos os dias, pensando nela, escrevo poesias de amor em silêncio dentro de mim.

Então, sem que a porta precise se abrir, ele se vai.



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